duzentos e setenta

  • Paulo Valeriano | Materiais em Arte II

  • duzentos e setenta

    duzentos e setenta

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  • Paulo Valeriano


  • duzentos e setenta

    Buscando explorar questões do tempo, do espaço, do corpo e de suas relações desenvolvi uma série de cianotipias. A série é composta por três conjuntos de cianótipos, onde o processo de exposição ao sol se deu de forma a permitir a intervenção do acaso, como movimentações causadas pelo vento ou pela chuva, interrupções na fonte de luz, etc. O trabalho se relaciona também com o momento de isolamento social. Nesses muitos meses em casa, o tempo se tornou um tema de contemplação, neles também, coletei folhas que caem de uma árvore no quintal, duzentas e setenta folhas, nove meses em casa. O que me interessa nesse trabalho são principalmente as relações entre o tempo e o espaço, o eu e o outro. Perder-se em um momento suspenso, que não por isso deixa de sofrer as intempéries do tempo. Se propor a estar suspenso no tempo, e não por isso deixar de ser catalisador de causas e consequências. Pairando sobre rastros que o acaso deixa para trás, essa série de trabalhos se encontra na imprecisão e na incerteza, na conformação e na ação, ou na não-ação.